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04/05/2026 09:36
A adoção de Inteligência Artificial nas empresas cresceu de forma explosiva nos últimos dois anos. No entanto, os resultados práticos estão muito distantes da promessa inicial.
Segundo a S&P Global Market Intelligence, 42% das empresas abandonaram a maior parte de seus projetos de IA em 2025, um salto expressivo em relação aos 17% em 2024. Em média, 46% dos pilotos nunca chegaram à produção, sendo custo, segurança e privacidade os principais motivos citados.
Um relatório do MIT (State of AI in Business 2025) é ainda mais contundente: 95% dos projetos corporativos de IA não geram valor mensurável ou não escalam. O problema, segundo o estudo, não está na tecnologia, mas na ausência de integração organizacional, controle e governança.
O novo risco invisível: Shadow AI
Enquanto as lideranças discutem estratégias formais de IA, a prática nas empresas segue outro caminho.
O uso de ferramentas de IA não autorizadas, conhecido como Shadow AI, tornou-se um dos maiores vetores de risco corporativo:
No Brasil, o cenário é ainda mais sensível:
Vazamento de dados deixou de ser exceção
Estudos recentes mostram que a IA já se tornou o principal canal de exfiltração de dados corporativos, superando e-mail e compartilhamento de arquivos tradicionais.
Segundo relatório da LayerX, 32% de todo o vazamento não autorizado de dados nas empresas ocorre hoje via ferramentas de IA, majoritariamente por meio de copy & paste em contas pessoais.
O impacto financeiro também é relevante:
Governança de IA: onde o mercado está falhando
Apesar do avanço acelerado da adoção, a governança não acompanha o mesmo ritmo.
Um levantamento global da AI Company Data Initiative (AICDI), apoiado pela UNESCO, analisou quase 3.000 empresas:
Já um estudo do Stanford AI Index 2026 mostra que a pressão regulatória e de compliance está aumentando globalmente, mas as estruturas internas das empresas seguem imaturas, principalmente em médias empresas e startups.
O que é Governança de IA na prática?
Governança de IA não é burocracia.
É estrutura para decisão, controle e responsabilidade.
Segundo o IAPP (International Association of Privacy Professionals), empresas com programas formais de governança apresentam:
Na prática, governar IA responde perguntas fundamentais:
Artigo de opinião
Por Olívia Leal
O que tenho notado em conversas de empresários ou profissionais de tecnologia no geral, no Brasil, é um padrão preocupante:
- muitos projetos de IA iniciados e não concluídos,
- ferramentas implementadas sem uso real,
- vazamento de dados,
- soluções fora das políticas da empresa — quando elas existem.
Quando converso com startups e médias empresas, o discurso se repete:
saíram implementando IA rápido demais, sem segurança, sem governança, sem vínculo com a estratégia.
Algumas chegam ao ponto de mudar nome de produto, área ou até da empresa para “parecer IA-driven”.
Mas a pergunta que quase ninguém faz é a mais importante:
quem está governando esse uso de IA?
O problema não é falta de IA. É excesso sem controle e o uso não estratégico.
IA sem governança vira:
- Risco jurídico (LGPD ignorada),
- Risco financeiro (custos recorrentes sem ROI),
- Risco reputacional (dados sensíveis em ferramentas públicas),
- E risco estratégico (IA que não resolve nenhum problema real).
Ferramenta por si só não gera valor.
Governança gera.
Governança de IA não é “freio na inovação”.
É o que permite escala com segurança, uso consciente e resultado sustentável.
Ela responde perguntas que hoje estão ficando sem dono:
- Que dados podem ou não ser usados em IA?
- Quais ferramentas são aprovadas?
- Quem é responsável pelas decisões tomadas com apoio de IA?
- Como medimos valor real, e não só entusiasmo?
A sensação é que o mercado ainda está na fase do “vamos usar IA primeiro e pensar depois”.
Só que “pensar depois” costuma sair caro.
Talvez o próximo movimento do mercado não seja implantar mais IA
…mas organizar o que já foi implantado.
Menos improviso.
Mais critério.
Mais estratégia.
Mais governança.
É exatamente nesse ponto que a conversa muda de nível.
Se a empresa já usa IA (ou quer usar) e percebe que está faltando controle, direcionamento e segurança, vale parar e discutir governança antes de escalar.
Esse tipo de conversa não é sobre ferramenta, é sobre maturidade digital e de governança.
O uso de IA precisa ser estratégico, alinhado aos objetivos do negócio, à cultura da empresa e às necessidades reais das pessoas que vão utilizá-la.
O próximo passo não é mais IA, é mais critério
Os dados são claros:
o mercado já ultrapassou a fase do hype e entrou na fase do ajuste de maturidade.
Empresas que não organizarem agora:
Governança precisa de visibilidade operacional. Desbloqueie a Inovação e lidere a adoção de IA com propósito e uma arquitetura organizacional que traga confiança, segurança, privacidade e controle.
Fale com a OSB Software para discutir Governança de IA com base em dados, realidade operacional e maturidade digital, antes de escalar mais riscos.



















